Formação médica em alerta: 12 universidades de Minas Gerais recebem notas baixas no exame nacional
O resultado mais recente do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), trouxe preocupação para a área da saúde em Minas Gerais. Ao todo, 12 universidades que oferecem o curso de Medicina no estado obtiveram notas 1 ou 2, classificadas como insatisfatórias pelo Ministério da Educação (MEC).
O desempenho acende um sinal de alerta sobre a qualidade da formação médica oferecida por parte das instituições de ensino superior. O Enamed busca verificar se os estudantes concluintes dos cursos de Medicina adquiriram as competências e habilidades exigidas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs). Notas baixas indicam fragilidades no processo de ensino-aprendizagem e levantam um questionamento inevitável: qual é o nível dos médicos que estão se formando nessas universidades?
A preocupação se intensifica diante da rápida expansão de cursos de Medicina nos últimos anos, muitos deles autorizados sem a garantia plena de infraestrutura adequada, como hospitais de ensino, campos de prática supervisionados e corpo docente altamente qualificado. Especialistas alertam que lacunas na formação podem refletir diretamente na qualidade do atendimento prestado à população.
O resultado do Enamed é um termômetro da qualidade dos cursos. Instituições com desempenho insatisfatório podem sofrer sanções, como supervisão do MEC, redução de vagas ou até a suspensão de novos ingressos, caso não apresentem melhorias.
Para estudantes, famílias e para a sociedade, os dados reforçam a necessidade de atenção redobrada na escolha da instituição de ensino e de maior fiscalização por parte dos órgãos competentes. Em uma área onde decisões envolvem vidas, a formação médica não pode ser tratada como um simples número estatístico.
A qualidade do ensino médico é uma questão educacional, mas, acima de tudo, um tema de saúde pública.